quinta-feira, 25 de abril de 2013

Slides sobre o artigo de Donna Haraway

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14 comentários:

  1. O Manifesto Ciborque, vem corroborar com a discussão do que a tecnologia pode fazer em termos de dominação na criatura de realidade social ao mesmo tempo criatura de ficção, nesse ser homem- máquina,penso como se constitui a sua identidade,qual a criatura ontológica que prevalece,é bem complexo.No entanto quando usamos a tecnologia, nos encontramos assumindo essas interfaces, o que pensam os colegas a respeito?

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    1. Verdade, Naiola. Quando assumimos a tecnologia, assumimos sim outras interfaces. Ao nos tornamos dependentes das máquinas. de certa forma, nos tornamos também máquinas. É como pontuam alguns autores, modificamos a máquina, mas a máquina também nos modifica. Nos tornamos novos humanos nesse contexto ciborgue, de mudanças instantâneas, não somos mais os mesmos, adquirimos novas identidades, nos tornamos híbridos, num constante "estamos sendo".

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    2. Também vejo como você, Dennys. Acredito que por maior que sejam os avanços nos meios tecnológicos, eles continuarão sendo meios pelos quais se veiculam as linguagens que compõem as formas de socialização e cultura na sociedade “midiatizada”. E, por mais que se tente confundir a sensibilidade e a inteligência humana com a “máquina”, esta será sempre dependente daquela. Então, mesmo que as máquinas se aproximem (funcionalmente) do homem de modo extraordinário, ele continuará com a supremacia do uso da inteligência em busca de novas descobertas e de novas transformações. E, em meio a toda essa complexidade do processo de formação comunicativo e cultural, a educação assume um papel preponderante na relação com os “meios” que compõem a cultura digital do mundo contemporâneo.

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    3. Acho que vocês poderão avançar mais nesse deabte a partir de uma perspectiva não-dicotômica (evitem 0 homem vs maquina, homem ou máquina), uma alternativa é a linha a hibridização que indiquei abaixo.

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    4. Acho que a ideia da hibridização encontra sentido nesse processo de convergência entre homem e máquina. Hoje, temos um caminhar da tecnologia em direção ao ciborgue pensando, por exemplo, no caso das linguagens de programação de alto nível que, num processo de abstração contínua, se aproximaram (e continuam se aproximando) muito da linguagem humana em seu sentido de comunicação lógico, distanciando-se das primeiras linguagens de máquina, de baixo nível, engendradas entre endereços físicos de memória e números binários. Outro exemplo que poderia citar é o da robótica que busca, em sua maior utopia, recriar o homem ao criar um robô que cumpra as funções humanas. Nesse aspecto, a inteligência artificial tem avançado consideravelmente no quesito mobilidade física e coordenação motora fina dos construtos. Do outro lado,temos as pessoas que redimensionam a si mesmas ao dimensionarem a importância do uso dos artefatos tecnológicos em suas vidas, no seu dia a dia, na construção de suas unidades de sentido, caminhando também, ou melhor dizendo, convergindo ao mito do ciborgue que, dentro do discurso da Santaella, transita no movimento: cultura das massas - cultura das mídias - cibercultura.

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  2. De fato, interessante notar esse tópico da "hibridização" presente nos três artigos, de diluição dessas fronteiras tidas como rígidas e estáveis -- hibridização dos modos de vida, das mídias, das pessoas, das tecnologias, dos textos. E no campo da educação, como essa hibridização tem ocorrido? Como esses textos nos ajudam a pensar sobre essa questão, ou seja, quais são hoje os limites e possibilidades de uma hibridização do ensinar e do aprender como prática social na cibercultura? Que novas perguntas de pesquisa esse advento coloca hoje ao campo de estudos da educação?

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    1. No campo da Educação essa hibridação tem ocorrido de maneiras diferentes em relação a professores e alunos. Os alunos são mais abertos, flexíveis, curiosos e por conta disso aceitam com mais facilidade esse rompimento de fronteiras. Eles passam a fazer parte dessa realidade ciborgue, assumindo identidades diversas, na aventura cibernética. Os professores, por sua vez, consideram um absurdo apocaplítico, assumem posturas rígidas, não híbridas, recusam aventurar-se no espaço cibernético, se distanciando de qualquer máquina ou situação relacionadas a humanização das máquinas ou vice-versa. Essa é uma realidade pós-moderna e a apropriação dessa realidade - que não podemos mais chamar de nova, pois em constantes mudanças - facilitaria o entendimento e a interação entre professores e alunos e, sobretudo, os processos de ensino e aprendizagem com produção criativa.

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    2. Pensar a educação, hoje, em que a hibridização e as diversas mídias fazem parte de todos os contextos socioculturais, inclusive da escola, onde a inovação tecnológica em termos materiais já é realidade, deve ser pensada visando formas de inserir essas mídias nos processo de ensino e de aprendizagem de forma criativa, para além da busca da informação, mas, sobretudo, em busca de respostas aos diversos questionamentos colocados pela escola com vistas a construção do conhecimento. As novas perguntas que devem ser levantadas nos campos de estudos da educação: Quais as melhores formas de aproveitar as convergências das mídias, no âmbito da cibercultura, na facilitação dos processos de ensino e de aprendizagem? Que conhecimentos devem ser apropriados pelos professores para uma prática educativa que coadune com um ensino em sintonia com nossa realidade de práticas socioculturais midiatizadas?

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Olá, Prof Eduardo e Jaiza e colegas, bom dia,penso que essa hibridização no ensinar e aprender, ainda precisa uma decisão do docente a sair da cultura da oralidade e caminhar em direção a inovação em sua prática.A resistência,o medo,o desacreditamento, a falta de estudo,leituras nessa área do conhecimento conduz ainda a posturas bem resistentes e se postam como limites que impedem o processo de ensino e de aprendizagem evoluir.Mas as possibilidades são muitas pois a mudança nesse processo é inevitável, conviver com o real e o virtual e conduzir nossas práticas a um processo de emancipação,desenvolver a autonomia do aluno em uma relação dialógica, "esta é a posição dialética de um realismo virtual como posição mediadora entre o realismo ingênuo e o idealismo das redes" conforme assegura Santaella(2003).

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    1. Isso Naiola, no contexto atual, não há mais espaço para o medo; nem tão pouco para o ceticismo ou o idealismo ingênuo. Cabe aos professors apenas a ousadia no sentido de formar alunos criativos e autônomos. Nesse sentido, o professor precisa, antes de tudo, ser também, criativo, autônomo, reflexivo, crítico e pesquisador das novas relações e da importância da inserção das mídias digitais na educação.

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    2. O que vocês dizem, Jaíza, é perfeitamente coerente, porém há algo a ser considerado nessa postura necessária ao professor dessa realidade sociocultural midiatizada. Ele precisa de uma formação (não só inicial, mas também continuada)que o possibilite desenvolver essas habilidades, além de condições dignas de trabalho e valorização profissional. Estamos diante de uma realidade ainda repleta de paradoxos: Professores que gostariam de estar se preparando melhor para essas práticas tecnológticas e não têm oportunidade, professores completamente avessos às mídias digitais e alunos não só abertos, mas já inseridos completamente no mundo midiatizado. Ao meu ver, urge um olhar político que alcance esses desafios.

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  5. Penso Neidimar,que toda a mudança começa dentro da pessoa,esses fatores elencados referentes a formação, valorização profissional são necessários e indispensáveis para todo o trabalho docente, mas a mudança de postura independe deles, é o eu quero sair dessa mesmice, e ir ao encontro de melhorar minha prática pedagógica.

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  6. Sobre essa hibridização Prof Eduardo,ela tem ocorrido de fora para dentro, o aluno já chega na escola com artefato na mão e que se torna um desafio para a prática docente tradicional. Para que aconteça de dentro para fora, novas posturas precisam se impor na prática de uma educação emancipatória.A hibridização remete a uma relação dialógica baseada na coautoria e coparticipação,não permite a passividade.

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