Interessante debater a perspectiva de Felinto das mídias, na perspectiva do New Media Studies, como expansão do potencial criativo do homem para além das perspectivas deterministas das máquinas do trabalho na cibercultura. Novamente, busquemos estabelecer relações dessa proposição com a educação contemporânea.
Vejo neste estudo um avanço visionário que nem os realistas, idealistas e céticos vão poder transitar,só aqueles que admitirem uma postura dialética em que a mediação se constitui como uma premissa maior no processo de ensino e de aprendizagem, seja presencial,semipresencial ou a distância.
Naiola, como pontua Santaella, as mudanças pelas quais o ser humano e as tecnologias digitais da informação e comunicação vêm passando são reais. Sendo assim, os professores não podem deixar de refletir acerca dessa dupla realidade dialética, assumindo também uma postura reflexiva e dialética. Concordo com você, quando enfatiza a importância da mediação nesse novo cenário de ensino midiatizado.
Confesso que me surpreendeu um pouco o anúncio de um progressivo declínio do termo cibercultura nos últimos anos. Para mim, até então, esse termo era extremamente adequado ao estado atual da cultura tecnológica. Entretanto, penso que independente da terminologia adotada, a principal questão é entender o papel da educação nesse processo relacional que existe entre a “modernização” e o surgimento do fenômeno sócio-cultural-tecnológico. Pensar em uma educação capaz de veicular a apropriação dos saberes necessários à dinâmica do mundo contemporâneo é uma necessidade urgente, sobretudo, num país como o nosso (amado Brasil!) de extensão continental, desigualdade social exacerbada, corrupção, desemprego, violência e pobreza extrema, contrastando com as belezas e as riquezas naturais. Fico a me indagar: Se as pesquisas no campo da cibercultura apontam tamanha velocidade das transformações tecnológicas, como poderemos imprimir à educação um ritmo condizente com esta realidade?
Neidimar, confesso que fiquei, igualmente, surpresa porque para mim o termo é novo. Isso comprova em minha própria atuação como professora, a mais de 15 anos, o quanto nós educadores estamos a passos de tartaruga na apreensão dessa nova realidade sócio-cultural-tecnológico. De fato, temos que avançar a passos largos no sentido de apreender essas novas formas de ensinar aos novos sujeitos sociais híbridos, fragmentados imersos na cultura digital também híbrida e fragmentada.
Neidimar e demais, não me parece que o descompasso possa ser justificado e atacado pelo acesso/difusão tecnológica, ainda que isso não seja desprezível (mas sabemos do histórico de máquinas inúteis empoeiradas nas escolas...). Dito isso, não seria o caso de indagar sobre como o fator humano poderia viabilizar essa apropriação? Onde estaria o turning-point? Na cultura, na identidade, na ética?
Diante do que expõem o autor, e Santaella, talvez o desuso do termo seja decorrente de sua própria limitação em relação aos vários recursos digitais. Conforme Santaella, a cibercultura ou cultura do acesso, relacionada ao uso do computador e da internet, não rompeu com a cultura das mídias, embora, a convergência dessas mídias estejam presentes no ciberespaço. Nesse sentido, na educação contemporânea o professor precisa incorporar a sua prática de forma criativa o uso das diferentes mídias, presentes na internet ou não. Conforme seu planejamento, o professor pode fazer uso de um vídeo ou solicitar dos alunos que o produzam; um filme, imagens ou páginas web e software online, ambientes virtuais de aprendizagens ou vários recursos midiáticos, simultaneamente.
A caixa de slides não está aparecendo, vou deixar assim por enquanto, usem o link para acessar os materiais.
ResponderExcluirObrigado, Dennys. Acredito que agora os 3 estão OK.
ResponderExcluirInteressante debater a perspectiva de Felinto das mídias, na perspectiva do New Media Studies, como expansão do potencial criativo do homem para além das perspectivas deterministas das máquinas do trabalho na cibercultura. Novamente, busquemos estabelecer relações dessa proposição com a educação contemporânea.
ResponderExcluirVejo neste estudo um avanço visionário que nem os realistas, idealistas e céticos vão poder transitar,só aqueles que admitirem uma postura dialética em que a mediação se constitui como uma premissa maior no processo de ensino e de aprendizagem, seja presencial,semipresencial ou a distância.
ResponderExcluirNaiola, como pontua Santaella, as mudanças pelas quais o ser humano e as tecnologias digitais da informação e comunicação vêm passando são reais. Sendo assim, os professores não podem deixar de refletir acerca dessa dupla realidade dialética, assumindo também uma postura reflexiva e dialética. Concordo com você, quando enfatiza a importância da mediação nesse novo cenário de ensino midiatizado.
ExcluirConfesso que me surpreendeu um pouco o anúncio de um progressivo declínio do termo cibercultura nos últimos anos. Para mim, até então, esse termo era extremamente adequado ao estado atual da cultura tecnológica. Entretanto, penso que independente da terminologia adotada, a principal questão é entender o papel da educação nesse processo relacional que existe entre a “modernização” e o surgimento do fenômeno sócio-cultural-tecnológico. Pensar em uma educação capaz de veicular a apropriação dos saberes necessários à dinâmica do mundo contemporâneo é uma necessidade urgente, sobretudo, num país como o nosso (amado Brasil!) de extensão continental, desigualdade social exacerbada, corrupção, desemprego, violência e pobreza extrema, contrastando com as belezas e as riquezas naturais. Fico a me indagar: Se as pesquisas no campo da cibercultura apontam tamanha velocidade das transformações tecnológicas, como poderemos imprimir à educação um ritmo condizente com esta realidade?
ResponderExcluirNeidimar, confesso que fiquei, igualmente, surpresa porque para mim o termo é novo. Isso comprova em minha própria atuação como professora, a mais de 15 anos, o quanto nós educadores estamos a passos de tartaruga na apreensão dessa nova realidade sócio-cultural-tecnológico. De fato, temos que avançar a passos largos no sentido de apreender essas novas formas de ensinar aos novos sujeitos sociais híbridos, fragmentados imersos na cultura digital também híbrida e fragmentada.
ExcluirNeidimar e demais,
Excluirnão me parece que o descompasso possa ser justificado e atacado pelo acesso/difusão tecnológica, ainda que isso não seja desprezível (mas sabemos do histórico de máquinas inúteis empoeiradas nas escolas...). Dito isso, não seria o caso de indagar sobre como o fator humano poderia viabilizar essa apropriação? Onde estaria o turning-point? Na cultura, na identidade, na ética?
Diante do que expõem o autor, e Santaella, talvez o desuso do termo seja decorrente de sua própria limitação em relação aos vários recursos digitais. Conforme Santaella, a cibercultura ou cultura do acesso, relacionada ao uso do computador e da internet, não rompeu com a cultura das mídias, embora, a convergência dessas mídias estejam presentes no ciberespaço. Nesse sentido, na educação contemporânea o professor precisa incorporar a sua prática de forma criativa o uso das diferentes mídias, presentes na internet ou não. Conforme seu planejamento, o professor pode fazer uso de um vídeo ou solicitar dos alunos que o produzam; um filme, imagens ou páginas web e software online, ambientes virtuais de aprendizagens ou vários recursos midiáticos, simultaneamente.
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