quinta-feira, 25 de abril de 2013

Slides sobre o artigo de Lucia Santaella


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11 comentários:

  1. A perspectiva crítica de Santaella sobre a exacerbação da produção e circulação de informação faz um importante contraponto à perspectiva mais otimista de Felinto. Notem que Santaella fala da transição da cultura das mídias e da cultura de massas se mantêm, misturadas à cultura digital.

    O vídeo citado ao final do powerpoint é excelente, bem no finalzinho do vídeo ela fala da educação "pensando neste novo indivíduo que está aí". O que ela estaria indicando e provocando com essa fala? -- https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=RMXkFozK0qE

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    1. Olá professor,

      Penso eu que, a Santaella coloca sobre esse assunto que uso da Cultura de Mídias na educação não gira em torno somente de metodologias de ensino/aprendizagem, mas dos processos cognitivos que esse novo ambiente traz para facilitar a compreenção das informações (conhecimento) que são veiculadas pelas mídias digitais para que o aluno aprenda. Aluno esse que é o novo indivíduo, ou como fala Vani Kenski - o Nativo Digital, que está a todo momento imerso no mundo da tecnologia. O mundo digital passa a ser meio que veiculará essa informação, não somente com mais facilidade, mas com mais atrativos.

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  2. Acredito que Santaella faz uma provocação aos professores no sentido de aceitarem o desafio de vivenciarem em sua atividade educativa imersos na cultura digital, uma vez que, os alunos, inicialmente, inseridos na cultura das massas, viverciaram automaticamente a cultura das mídias e nem perceberam que já estavam experimentando a cultura digital. Pensando nesse aluno híbrido, que é parte de uma cultura digital híbrida, não linear, na qual o aluno tem que ser seletivo da informação dispersa, o professor também tem que se transformar num novo professor e vivenciar a cultura do acesso tendo em vista uma melhor mediação no seu fazer pedagógico.

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    1. Isso, Dennys. Acredito que o professor resistiu, enquanto pôde, o usar as mídias em sua vida pessoal. A sociedade, porém, amigos e familiares, de certa forma impuseram a maioria desses professores a comunicação via e-mail ou através das redes sociais. Mesmo assim, continuaram resistentes ao uso das TDIC na escola; mas, os alunos a sociedade e os alunos estão cobrando desses professores uma postura mais conectada ao século XXI.

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    2. Essa questão da resistência Jaíza, penso nela de uma forma quase que ontológica, ou melhor ainda, histórica. Recupero aqui aquele provérbio "Os homens se parecem mais com seu tempo do que com seus pais". Ainda lemos, no cibercultura, menciona a ideia de conflito entre tecnologias que, segundo ele, é inevitável. São relações de poder também que podem coexistir e que também muitas vezes se contrapõem. Uma coisa interessante na Santaella é a defesa do meio, da mensagem, dos artefatos tecnológicos como suporte à comunicação humana. Nesse sentido, não seria a questão pensar em quais meios os professores se expressam, se encontram, se comunicam dentro do seu ofício e fora dele? Ainda sobre a resistência, seria a resistência de quem a resistir o quê? Como tratar dessa resitência dentro do ambiente da escola? Por fim e não menos importante, como olhar do ponto de vista de quem resiste para além do ponto de vista de quem impõe?

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    3. Olá Jaiza,

      A autora quando faz um link de Cultura das Mídias com a Educação deixa claro que não se trata somente de metologias, mas vai mais de como o professor deve pensar como essa nova ferramenta metologica irá contribuir para a aprendizagem cognitiva do aluno, já que esse mesmo aluno está inserido totalmente no mundo digital.

      Concordo com o Tiago sobre os questionamentos que levantou. Antes de tudo fomos e somos professores. Para aqueles que já tem uma certa adaptação com o mundo digital e o leva para a sala de aula deve lembrar que no começo houve resistÊncia. Todos temos resistÊncia ao novo.

      Se ainda há professores resistentes ao uso das novas tecnologias, o tempo tratará vencer a sua resistência.

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  3. Dannys e Jaiza.

    Não podemos mais negar esse perfil diferenciado dos alunos. O professor percebe isso. Porém o ritmo e diferenciado (professor x aluno). A cultura digital e construida em ritmo também diferenciada em diferentes áreas profissionais. Os médicos, advogados etc. será que também possuem essa grande resistencia? Os professores precisam ainda de formação para o uso das TDIC e eles sabem disso na minha opinião. Precisam romper uma cultura do antigo "pc - papel e caneta e buscar construir o novo "pc - computador conectado.

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    1. Angela,

      A autora traz logo em suas primeiras frase as mudança que as NTIC trazem nas diversas áreas da sociedade, inclusive na própria educação.

      Mas, ao que me parece, há resistência ao novo sim, por parte dos professores. Só que essa cultura que data dos anos 70 e 80 é algo que só está sendo difundido mais fortemente agora, principalmente com a transição dos séculos (Século XXI ainda é muito recente para nós).
      Devemos lembrar que há um processo de adaptação de uma cultura que está sendo vivenciada. Eu não colocaria o termo romper, mas sim conviver com as diversas culturas que estamos inseridos (professores e alunos). Como a autora fala, na pág. 25:

      "... há sempre um processo cumulativo de complexificação: uma nova formação comunicativa e cultural vai se integrando na anterior, provocando nela reajustamentos e refuncionalizações." (p. 25)

      Vão se criando novas formas de atuação na sociedade, o professor que antes se limitava a lousa, pincel e apagador, agora tem o mundo digital para integrar as recursos de ensino para facilitar aprendizagem cognitiva de alunos que são tidos (atualmente) como Nativos Digitais.

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    2. Novamente, convido a refletrimos não sobre as ferramentas, mas sobre as práticas socio-culturais e a docência...

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  4. Olá pessoal,
    Primeiramente, parabéns ao grupo que produziu os slides desse artigo. As informações estão bem apresentadas, e como eu sou uma pessoa que pergunta muito (rsrsrsrs), tenho uma dúvida. No slide 7 fala das culturas: a Cultura da Mídia, Cultura Digital, e Cibercultura. Cada uma é diferente entre si? Pergunto isso, pois na pág 28 do artigo vem falando sobre isso:

    "por exemplo, a cultura de massas que também tem seus pontos positivos, a cultura das mídias, que é uma cultura do disponível, e a cibercultura, a cultura do acesso."
    "É por essa razão que a era digital vem sendo também chamada de cultura do acesso,"


    Antes dessa página, li e assim compreendi que, pág 24, de fato, Culturas das Mídias é diferente de Cultura Digital. Mas, voltando a pág 28, a era digital que a autora fala é a cultura digital (ao menos compreendi deste jeito). Então, será que não teremos:
    Cibercultura=Cultura de acesso= Cultura Digital?

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  5. oi Marília,
    cibercultura não se restringe a cultura de acesso, mas abrange a cultura de acesso (o blog de alguém), de disseminação (meu blog pessoal!) e de agregação (os seguindores do meu blog e aqueles blogs que eu sigo, onde trocamos ideias, etc). As mídias digitais podem ser entendidas na esfera dos artefatos e das linguagens que ampliam essas possibilidades de comunicação, alargando as fronteiras da criatividade, arte, etc.

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