As idéias centrais apresentadas por Feenberg nos conduzem a uma reflexão no sentido de que a concepção que ainda predomina no cenário social e educativo é a da tecnologia sob o viés instrumentalista e determinista. O que este teórico afirma pode ser constatado nas pesquisas reladas por Junqueira, no seu artigo "O problema da implantação das tecnologias digitais na escola e as identidades profissionais dos professores: uma análise sócio-histórica", no que diz respeito a disponibilização das TIC e o seu uso nas práticas pedagógicas docentes. Resultados semelhantes são constatados numa pesquisa quanti-qualitativa desenvolvida por Gibson e Oberg (2004) em escolas canadenses e relatadas por Coll, Mauri e Onrubia (2010) p. 71): [...] primeiro, majoritariamente apresentam (os professores) uma atitude positiva frente à incorporação da internet nas escolas e compartilham a idéia de que é um instrumento com um grande potencial para melhorar o ensino e promover a alfabetização digital dos estudantes; a realidade do uso da internet está longe de corresponder a essa atitude e essa visão positiva sobre a utilidade potencial da internet para o ensino e a aprendizagem. o uso mais frequente é a utilização da internet para aumentar e melhorar o acesso à informação". Segundo Feenberg não há neutralidade, nem sequer devemos alimentar a ilusão de que os computadores por si só irão fazer a educação avançar. Ante a essa constatação cabe uma reflexão quanto ao nosso papel, como ressalta Santaella "o nosso papel enquanto investigadores, pesquisadores", principalmente na direção da necessidade sinalizada por Junqueira quanto ao "reposicionamento dos professores". Quanto a essa lacuna penso que ainda precisamos avançar consideravelmente no que diz respeito às pesquisas e práticas educativas que alinhem num movimento dialético currículo, práticas pedagógicas, formação de professores e as tecnologias. Acrescento ainda que além de todos os aspectos já relatados pelos estudiosos pesa nesse processo desafiador de "redimensionamento" as decisões político-pedagógicas inerentes ao fazer de cada profissional docente que se dão antes, durante e depois da prática pedagógica e que são, também determinantes para a reconfiguração das possibilidades oferecidas pelas tecnologias (criação, colaboração, difusão informação) Estariam nossos projetos políticos pedagógicos em abrangendo em seus vários aspectos os projetos tecnológicos que são propostos, claro nos casos em que existem?
Lourdes, excelente articulaçõa de perspectivas. Essa problematização quanto aos professores e práticas docentes tmesido construída por vários pensadores, dentre eles Nóvoa, Perrenoud, Briztman. Sobre sua questão final, eu adicionaria: como é possível pensar em alinhamentos entre projetos políticos pedagógicos e o paradigma da cibercultura, em geral, e na perspectiva da teoria crítica apontada por Feenberg?
As idéias centrais apresentadas por Feenberg nos conduzem a uma reflexão no sentido de que a concepção que ainda predomina no cenário social e educativo é a da tecnologia sob o viés instrumentalista e determinista. O que este teórico afirma pode ser constatado nas pesquisas reladas por Junqueira, no seu artigo "O problema da implantação das tecnologias digitais na escola e as identidades profissionais dos professores: uma análise sócio-histórica", no que diz respeito a disponibilização das TIC e o seu uso nas práticas pedagógicas docentes. Resultados semelhantes são constatados numa pesquisa quanti-qualitativa desenvolvida por Gibson e Oberg (2004) em escolas canadenses e relatadas por Coll, Mauri e Onrubia (2010) p. 71):
ResponderExcluir[...] primeiro, majoritariamente apresentam (os professores) uma atitude positiva frente à incorporação da internet nas escolas e compartilham a idéia de que é um instrumento com um grande potencial para melhorar o ensino e promover a alfabetização digital dos estudantes; a realidade do uso da internet está longe de corresponder a essa atitude e essa visão positiva sobre a utilidade potencial da internet para o ensino e a aprendizagem. o uso mais frequente é a utilização da internet para aumentar e melhorar o acesso à informação".
Segundo Feenberg não há neutralidade, nem sequer devemos alimentar a ilusão de que os computadores por si só irão fazer a educação avançar. Ante a essa constatação cabe uma reflexão quanto ao nosso papel, como ressalta Santaella "o nosso papel enquanto investigadores, pesquisadores", principalmente na direção da necessidade sinalizada por Junqueira quanto ao "reposicionamento dos professores".
Quanto a essa lacuna penso que ainda precisamos avançar consideravelmente no que diz respeito às pesquisas e práticas educativas que alinhem num movimento dialético currículo, práticas pedagógicas, formação de professores e as tecnologias.
Acrescento ainda que além de todos os aspectos já relatados pelos estudiosos pesa nesse processo desafiador de "redimensionamento" as decisões político-pedagógicas inerentes ao fazer de cada profissional docente que se dão antes, durante e depois da prática pedagógica e que são, também determinantes para a reconfiguração das possibilidades oferecidas pelas tecnologias (criação, colaboração, difusão informação)
Estariam nossos projetos políticos pedagógicos em abrangendo em seus vários aspectos os projetos tecnológicos que são propostos, claro nos casos em que existem?
Lourdes, excelente articulaçõa de perspectivas. Essa problematização quanto aos professores e práticas docentes tmesido construída por vários pensadores, dentre eles Nóvoa, Perrenoud, Briztman. Sobre sua questão final, eu adicionaria: como é possível pensar em alinhamentos entre projetos políticos pedagógicos e o paradigma da cibercultura, em geral, e na perspectiva da teoria crítica apontada por Feenberg?
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